Aloe Vera – 48 referências científicas

OS 6.000 ANOS DE HISTÓRIA MEDICINAL DO ALOE VERA

THE 6,000 YEARS OF MEDICAL ALOE VERA HISTORY RUBISON OLIVO1,LAIRGERALDO THEODORORIBEIRO2*
  1. Farmacêutico-Bioquímico (UFSC), Doutor em Ciência de Alimentos (USP) e Pós-Doutorado, como Professor-Convidado pela Guelph State University(Canadá); 2.Médico, Cardiologista e Nutrólogo, coordenador de curso de pós-graduação lato sensu da Unin-gá, Mestre em Cardiologia pela PUC-RJ e Fellow of the American College of Cardiology(FACC).
RuaJosé Maria Lisboa, 445, Jardins, São Paulo, São Paulo, Brasil. CEP: 01423-000. [email protected]
Recebido em 06/03/2016. Aceito para publicação em 09/05/2016

RESUMO

Planta medicinal, com propriedades benéficas reconhecidas há milênios, o Aloe vera –utilizado, inclusive, pelos egípcios como elixir da longevidade –apresenta inúmeras funções que contribuem para a manutenção da saúde. Além de sua ação bactericida e anti-inflamatória, oferecida pela presença de bioflavonoides, conta com diversas vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais disponíveis tanto em suas folhas quanto em seu característico parênquima gelatinoso. Porém, é o polissacarídeo acemannan–um potente imuno estimulador –um dos componentes mais pesquisados do aloe vera, devido à sua ação antiparasitária, antiviral, antibacteriana e antifúngica. Todas essas substâncias contribuem para seus múltiplos efeitos, com destaque para os antitumorais, antiglicêmico, imunológicos, entre outros. Mesmo diante de tantos benefícios, o aloe vera também possui ativos fenólicos que comprometem sua segurança toxicológica, quando não manipulado devidamente. Os avanços científicos e tecnológicos, no entanto, hoje possibilitam a elaboração de produtos totalmente seguros, capazes de auxiliar milhares de pessoas.  

PALAVRAS-CHAVE: Aloe vera, antioxidante natural, ace-mannan

ABSTRACT

Medicinal plant with beneficial properties recognized for millen-niums, aloe vera -used, even by the Egyptians as an elixir of lon-gevity -has many functions that contribute to the maintenance of health. In addition to its antibacterial and anti-inflammatory action, offered by the presence of bioflavonoids, it has various vitamins, minerals and essential amino acids available both in the leaves anin its characteristic gelatinous parenchyma. However, it is the acemannan polysaccharide -a potent immunostimulatory -one of the most researched of aloe vera components due to its antiparasitic action, antiviral, antibacterial and antifungal. All of these substances contribute to its many effects, especially antitumor, an-tiglicêmico, immunological, among others. Even when faced with so many benefits, aloe vera also has phenolic assets that compro-mise their toxicological safety when not properly handled.The scientific and technological advances, however, now allow the development of fully safe products are able to help thousands of people.

KEYWORDS:Aloe vera, natural antioxidant, acemannan.
  1. INTRODUÇÃO

Popularmente conhecido como babosa, o aloe vera é uma planta que concentra inúmeras propriedades medicinais. Sua família corresponde a mais de 400 espécies, somando mais de 200 diferentes substâncias biológicamente ativas disponíveis tanto nas folhas quanto em seu característico gel.

No entanto, é a variedade aloe vera barbadensis–pertencente à mesma família da cebola, do alho e aspargo –que gera um particular (e milenar) interesse medicinal. Na época dos faraós, por exemplo, o aloe vera era denominado pelos egípcios como a “planta imortal”.

Datados de 4200 a.C., escritos cuneiformes encontrados na Babilônia já descreviam os efeitos medicinais da planta. Os faraós, por sua vez, acrescentavam seu gel às bebidas com a crença de que a mistura prolongaria suas vidas.

Hipócrates, considerado o pai da Medicina, descrevia os benefícios gerados pela planta nos casos de úlceras e desordens gastrointestinais. Em seus estudos, Galeno também destacava as propriedades medicinais do aloe vera. Essas e outras citações constam no excelente livro do Dr. Hademar Bankhofer, publicado em 2013.

Antes de relatar as vantagens oferecidas pelo Aloe vera é interessante ressaltar a importância das informações contidas neste artigo, uma vez que todos os produtos derivados da planta são isentos de patenteabilidade. Como não geram lucro à indústria farmacêutica, seus benefícios são pouco divulgados.

Porém, basta digitar o termo “aloe vera” no Google para encontrar aproximadamente 20 milhões de citações. Ao realizar a mesma busca no Google Acadêmico, que só inclui trabalhos publicados em revistas indexadas, é possível identificar 52.500 citações científicas. Isso mostra claramente o interesse tanto popular quanto científico pelas propriedades medicinais da planta.

  1. MATERIAL E MÉTODOS

O presente estudo é uma revisão literária. Todo material pesquisado envolve não apenas as melhores fontes de consulta –artigos científicos e livros publicados sobre o tema –contendo referências com mais de 10 anos de publicação até as mais atuais. Trata-se, portanto, de uma abordagem evolutiva, que oferece um entendimento abrangente sobre o assunto em questão. Para atingir esse resultado, foram utilizados os termos ALOE VERA e MEDICINA ou MEDICINE, contabilizando um total de 48 artigos para a produção de todo conteúdo.

  1. DESENVOLVIMENTO

Entre seus inúmeros componentes, o aloe vera contém bioflavonoides (ligninas, saponáceas, taninos, an-traquinonas), com ação bactericida e anti-inflamatória. Além disso, possui uma substância denominada acemannan–um potente modulador do sistema imune, tendo ação antiparasitária, antiviral, antibacteriana e antifúngica –tema que será abordado adiante.

Vitaminas, como A, B1, B2, B3, B6, B9, B12, C, E, minerais –Cr, Fe, K, Cu, Mg, Mn, Zn –e aminoácidos essenciais, a exemplo de leucina, valina, isoleucina, lisi-na, fenilalanina, treonina, metionina e triptofano, são encontrados no áloe vera, que também é composto por aminoácidos não essenciais e várias enzimas, segundo dados de uma revisão sistemática publicada por Radha e Laxmipriya2, em 2015.

O artigo ainda revela que a administração apropriada do aloe vera barbadensis apresenta, entre seus principais efeitos medicinais desejáveis, propriedades cicatrizantes, limpeza e regularização intestinal, antioxidante, anti inflamatória, antiartrítica, anti reumatoide, antidiabética,normalização do colesterol, anti constipação e terapia de outras desordens gastrointestinais, promoção de crescimento ósseo e dental, estimulação do sistema imune e ações antibióticas, fungicidas, antivirais e inibição do receptor estrogênico alfa (fazendo seu uso útil no tratamento e prevenção de cânceres estrogênio dependentes).

Essas propriedades, por sinal, são resultado de inúmeros estudos e análises promovidos e documentados desde o Egito Antigo (aproximadamente em 4.000 a.C.), pela cultura Rigveda da Índia (1.750-500 a.C.), pela dinastia Tang da China (618–907) e, curiosamente, também citadas no Velho e Novo Testamento da Bíblia. Trata-se, portanto, de uma das mais antigas plantas medicinais. Está presente na Farmacopeia de Londres (London Pharmacopoeia) desde 1.650, e em pelo menos 21 preparações oficiais 3.

Para entender o que torna o aloe vera tão especial é preciso conhecer seus principais componentes. Para isso, é necessário, primeiramente, dividir sua folha em duas partes, sendo a externa constituída pela casca e sua camada logo abaixo, denominada látex, e a interna conhecida como parênquima e caracterizada por um gel translúcido.

O parênquima gelatinoso encontrado no interior da folha, considerado comestível, é formado, principalmente, por água (98,5%). Sua base sólida conta com polissacarídeos funcionais de alto peso molecular (55%), outros carboidratos (17%), minerais (16%), glicoproteínas e proteínas (7%), lipídeos (4%) e compostos fenólicos (1%).

Também contém várias vitaminas, incluindo as de ação antioxidante (A, C e E), B1 (tiamina), B2 (ribofla-vina), B3 (niacina), colina, ácido fólico 4 e aminoácidos, especialmente arginina, asparagina, serina, ácido aspártico e ácido glutâmico. Porém, é o acemannan, um polissacarídeo acetilado reconhecido como principal constituinte bioativo do aloe vera 5, o componente de maior aspecto funcional e medicinal.

Molécula complexa, de cadeia longa e com grande peso molecular, o acemannantem diversas ramificações acetiladas de carboidratos funcionais, principalmente com manose 5,6,7. Segundo Thart et al.8, o polissacarídeo é composto por manose (83,7%-92,1%), glucomannan (3,2%-3,9%), galactose (3,8%-3,9%) e arabinose (0,9%-3,6%).

Outros autores apresentam diferentes respostas para essa questão, apoiados em condições biológicas, sazonalidade, forma de plantio, técnicas de manejo, período da colheita e processos tecnológicos de obtenção dos pro-dutos finais 3. Outros polissacarídeos funcionais são reportados em menor quantidade, como mannans, glucomannans, galactoglucomannans9, pectinas e galactans10.

Na parte mais externa, sob a casca, há uma alta concentração de compostos fenólicos (ou derivados hidroxiantracênicos), que variam entre 15% a 40% de sua composição, sendo essa uma distinta característica do áloe vera natural não processado (in natura).

Conhecidas como antronas e seus glicosídeos (aloína a e b ou também denominados de barbaloin), antraquinonas (aloe-emodim) e aloesin cromonas, essas substâncias são responsáveis pela defesa natural da planta, expelindo, logo após o corte da folha, um líquido de cor amarelo ou amarelo esverdeado.

São elas que conferem o sabor amargo e o efeito laxativo do aloe vera 3. Sua ingestão excessiva e por longo tempo pode causar espasmos e dores abdominais, hepatites, distúrbios eletrolíticos, acidose metabólica, albuminúria e hematúria 12.

Esses efeitos indesejáveis são atribuídos exclusivamente aos compostos fenólicos e, principalmente, às aloínas A e B, apresentassem maior quantidade. São elas, portanto, as substâncias consideradas mais importantes, recebendo total atenção sob os aspectos dos controles analíticos e de segurança toxicológica 3,11,12,13.

Estudos toxicológicos recentes destacam a preocupação existente em torno das aloínas, potencialmente cancerígenas. Devido a esse fato, criou-se o falso mito de que o aloe vera é completamente tóxico. No entanto, deixa-se de retratar que tais análises foram realizadas com extratos obtidos da planta inteira (casca e gel), incluindo altas concentrações dos compostos fenólicos indesejáveis presentes na parte externa 3.

Está claro, portanto, cientificamente que o eventual potencial toxicológico do aloe vera depende da parte da planta utilizada e/ou do método de extração e elaboração do produto final 3,15. Processos tecnológicos industriais modernos permitem a elaboração de produtos seguros, sem a presença em quantidade comprometedora das aloínas 13. Esclarecido este assunto, é possível apresentar algumas funcionalidades dos componentes do áloe vera, validadas em referências científicas.

Efeito na cura de feridas e queimaduras

Muitos estudos mostram que o tratamento com o extrato do aloe vera oferece rápida cicatrização de feridas, com significativa diminuição da área afetada e aumento da síntese de colágeno 16,17,18. Essa propriedade é atribuída à manose-6-fosfato presente em seu gel 18.

Os polissacarídeos funcionais do aloe vera promovem a proliferação de fibroblastos e a produção de ácido hialurônico e hidroxiprolina, que têm um importante papel no remodelamento da matriz extracelular durante a cicatrização das feridas 19.

Estudos clínicos realizados em humanos comprovaram a eficácia do áloe vera no tratamento de queimaduras superficiais e profundas (2º grau). Em comparação ao creme de sulfadiazina de prata (1%), o aloe vera demonstrou uma cicatrização mais rápida nos pacientes tratados 20.

Estudos em ratos, por sua vez, mostraram que os polissacarídeos isolados da planta induzem a formação da matriz melatopeptidase (MMP-3) e a expressão genética da proteína TIMP2 (inibidor 2 da melatopeptidase) durante a reparação das feridas da pele 21. Seu efeito também foi eficaz na cicatrização da úlcera gástrica induzida em ratos 22.

Efeito antioxidante e anti-inflamatório

O áloe vera apresenta alto potencial antioxidante 23,24, superior aos antioxidantes clássicos, como BHT e α-tocoferol25. Atua, inclusive, na inibição da hiperinflação que ocorre na septicemia, reduzindo os processos inflamatórios, injúria de órgãos e a morte do indivíduo.

Em uma pesquisa realizada como esse propósito, ratos com Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (septicemia induzida) receberam uma dose intravenosa, na cavidade peritoneal, de 50mg/kg de aloe vera liofilizado, dissolvido em solução salina (fosfato-tamponada pH 7,4). O resultado revelou um nível significativo de proteção com inibição da inflamação e com taxa de sobrevivência de 95%, sugerindo que o aloe vera pode ser usado como um potente e eficaz agente anticéptico e no tratamento clínico de pacientes com septicemia 26.

A planta também induz o aumento da superoxide dismutase 27–enzima necessária para a defesa efetiva contra radicais livres. Portanto, inibe os processos oxida-tivos 28(estresse oxidativo), amenizando os efeitos da “corrosão biológica” provocada pelos radicais livres, contribuindo para o antienvelhecimento.

Extratos de aloe vera têm atividade hematopoiética e perfil anti-inflamatório 28,29, com ação benéfica na inibição dos processos inflamatórios das doenças intestinais 30. Em estudos realizados em ratos e animais modelos verificou-se a cicatrização da úlcera gástrica 31e a redução do tamanho dos pólipos intestinais 32, respectivamente.

De acordo com a recente revisão realizada por Radha e Laxmipriva2, o aloe vera pode ser considerado um excelente anti-inflamatório, já que inibe diretamente a via metabólica da ciclo oxigenase e reduz a produção da prostaglandina E2, que apresentam um papel importante nos processos inflamatórios.

Ação imunológica e efeito antitumor

Evidências indicam que o polissacarídeo acemannan age como imunoestimulador33ou imunomodulador34, principalmente na ativação de monócitos e macrófagos e no aumento da liberação de citosinas, incluindo interleucina, interferon e o fator de necrose tumoral, observados em ensaios in vitroin vivo29.

acemannanmostrou-se um excelente imunomo-dulador com completa cura ou redução da carga tumoral de sarcomas em ratos 35,36e proteção contra o câncer de pulmão, com evidências científicas que sugerem a segurança do aloe vera, com raras reações alérgicas, sem documentar reações adversas com medicamentos 36.

Yu et al.27, por sua vez, constataram que o tratamento de úlcera oral recorrente em ratos e os indivíduos tratados com aloe vera resultou no aumento das imuno globulinas IgG, IgA e IgM. Além de documentarem a ação anti-inflamatória da planta, Radha e Laxmipriva2 também registraram, em sua recente revisão, os efeitos imuno modulatórios do aloe vera de forma incontestável.

Efeito hipoglicêmico (antidiabético)

Nos últimos 30 anos, trabalhos têm mostrado que produtos feitos à base de aloe vera apresentam efeitos terapêuticos benéficos em indivíduos diabéticos, principalmente para os casos de diabetes tipo II.

Esse efeito hipoglicêmico foi primeiramente descrito por Agarwal37, que avaliou a administração de aloe vera em 3.167 pacientes diabéticos, duas vezes ao dia, durante cinco anos. Sua conclusão foi que a glicemia e o colesterol total diminuíram acentuadamente.

Desde então, o efeito antiglicêmico do aloe vera tem sido comprovado em muitas pesquisas realizadas com pacientes diabéticos 38,39,40,41,42 e animais de laboratório. Em ensaios aleatórios controlados, por exemplo, o aloe vera reduziu o peso corporal, a massa gorda corpórea e a resistência à insulina em pacientes obesos pré-diabéticos e em diabéticos não tratados 41.

Dados de testes clínicos suportam sua efetividade na diminuição do LDL, aumento do HDL, na redução da glicemia em pessoas diabéticas e no tratamento do herpes genital e da psoríase 36. Essas pesquisas confirmam que o aloe vera pode ser uma alternativa eficaz no tratamento da doença, ajudando a evitar complicações associadas, como a retinopatia, nefropatia, neuropatia e aterosclerose 33.

Aplicações na odontologia

Em diversos países o aloe vera já é utilizado em produtos de higiene bucal e outras aplicações odontológicas. Vários trabalhos científicos documentam que extratos do seu gel estimulam a proliferação de muitos tipos de células 2.

acemannan, por sua vez,tem papel significativo no processo de cicatrização gengival em tratamentos por via oral, com a indução da proliferação de fibroblastos, estimulação de fatores de crescimento da queratina (KGF-1), fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) e na síntese do colágeno tipo I47.

Também contribui para aumento da atividade da fosfatase alcalina em células dos ligamentos periodontais19e na formação e mineralização das células do estroma ósseo, sugerindo seu eventual uso como um biomaterial natural para a regeneração óssea48.

Precaução

Independentemente da situação, é recomendado que produtos que contenham aloe vera não sejam ingeridos por gestantes, lactantes e indivíduos que sofrem de dores abdominais, apendicite e obstrução intestinal36.

  1. CONCLUSÃO

O uso do aloe vera é milenar e seus benefícios funcionais são numerosos. Apesar disso, existem precauções sobre sua segurança toxicológica devido à presença de compostos fenólicos na casca da planta. Contudo, atualmente a ciência e a tecnologia permitem elaborar produtos seguros, capazes de gerar benefícios com trata-mentos alternativos e mais econômicos à comunidade em geral.

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Vol.15,n.1,pp.129-133 (Jun – Ago 2016) Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR

BJSCR (ISSN online: 2317-4404) Openly accessible at http://www.mastereditora.com.br/bjscr

fonte: www.lairribeiro.com.br